terça-feira, 19 de outubro de 2010

Salão da Moto 2010 - Sao Paulo

Encerrou no dia 10 de outubro o Salão da Motocicleta no Parque Anhembi, em São Paulo. Nesta segunda edição, o evento contou com a participação de 300 expositores, que ofereceram serviços, peças e acessórios, além da shows e exibição de motos lendárias e atuais. Acredito que mais de 150 mil pessoas passaram por este evento.

E expectativa do ex-piloto Emerson Fittipaldi, organizador do Salão da Motocicleta em parceria com a Megacycle e a Anfamoto (Associação Nacional dos Fabicantes e Atacadistas de Motopeças) é de que irão se firmar como uma das referências em duas rodas, segundo o empresário e ex-piloto. "Com o mercado brasileiro entre os maiores do mundo, queremos acompanhar a evolução desse promissor setor."

Montadoras nacionais foram representadas apenas por meio de concessionários, que expuseram modelos para comercialização durante a feira. A Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicleta, Ciclomotores, Motoneta, Bicicletas e Similares) não participou oficialmente do evento. Infelizmente, com isso, não houveram muitas novidades em termos de produtos e novas tecnologias. Honda, Yamaha, Harley Davidson, entre outras tradicionais, tendem a priorizar o Salão Duas Rodas, que acontece a cada dois anos também em São Paulo. Mas mesmo sem as montadoras estarem presentes oficialmente, a maioria dos produtos que elas fabricam estava em exposição.

Aproveitando a não presença das grandes montadoras, os fabricantes chineses, marcas locais e estrangeiras que ainda buscam colocação no mercado nacional se utilizaram da exposição para buscar crescimento e destaque.

Uma delas a Kasinski, que aposta no scooter elétrico Prima Electra. O modelo entrará em produção no ano que vem em uma fábrica que a montadora está construindo no estado do Rio de Janeiro. Além de apresentar seus 12 modelos - motos entre 110 e 650 cilindradas - a fabricante também mostrou a Boutique Kasinski, com roupas e acessórios para homens e mulheres.

A Ducati apresentou os modelos Naked da família Monster, as 696, 1100 e 1100 S, assim como a Superbike 848, 1198 e 1198 S. A Multistrada 1200 também é outra novidade para o mercado brasileiro. Touring para longas distâncias, a moto também encara o tráfego no dia a dia das grandes cidades.

Os fabricantes chineses ganharam pavilhão exclusivo no Salão da Motocicleta, no Parque Anhembi. Cerca de 50 expositores, representando montadoras, peças e acessórios, vieram do outro lado do mundo para fazer negócios no Brasil. Com cerca de 10 milhões de unidades fabricadas por ano, a China já é o maior fabricante mundial de duas rodas.

Emerson Fittipladi, afirmou que o Salão da Motocicleta ofereceu a montadoras, importadoras, fabricantes e distribuidores, além de representantes de toda a cadeia, a oportunidade de apresentar produtos e serviços a um público especializado e formador de opinião, sempre em busca de oportunidade de negócios e conhecimento.

Entre essas novidades estava o capacete com retrovisor. Ele funciona por meio de jogo de lentes instaladas internamente, projetando visão traseira ao motociclista. No Brasil, o capacete, em fibra de carbono, deverá custar em média R$ 1,6 mil.

Roupas em couro, botas reforçadas, camisetas, joelheiras, pneus, lonas de freios, lubrificantes foram alguns dos milhares de itens apresentados e comercializados durante o salão.

Além de modelos de linha, o evento expos motos clássicas de colecionadores. Dentre as históricas, o destaque fica para duas Hondas, uma CB 750 automática, da década de 1970, e outra 350, de 1957. Perfiladas uma a uma, também estavam quatro gerações da clássica Gold Wing, o modelo GT 750 da Suzuki, da década de 1970, e uma TZ350 - cinco vezes campeã no Brasil.

No próximo post destacarei os produtos de minhas empresas apresentados neste Salão.

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